no Extremo Oriente ...à descoberta de um novo mundo
Domingo, 29 de Abril de 2007
Fechado para Ferias

O blog encontra-se temporiamente fechado para f'erias.

Estou na Provincia de Sichuan.

Quando voltar, prometo que actualizo tudo o que hoiver para actualizar, conto como foi o 25 de Abril em Pequim, como foi a minha fant'astica experiencia nas massagens, my last try, como foi voltar ao Templo do Ceu e claro como foi esta viagem fabulastica, onde tenho visto uma China diferente.

Ate la, bom feriado, bom dia do Trabalhador!


sinto-me: De ferias pela China


Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
Cenas dos próximos capítulos...
  • A 25 de Abril
  • Das massagens
  • Templo do Ceu revisitado...



Terça-feira, 24 de Abril de 2007
Chegaram as visitas de Maio!!!!

Oba , chegaram as visitas de Maio! Esta foi a grande novidade e surpresa do fim de semana!

Ah, afinal há coisas para contar! Chegou o clã Larguesa , que são todos uns queridos, chegou o Gordão que me trouxe a minha roupinha e uns presentes, e ontem chegaram os amigos da Cláudia. Nunca o 22 esteve tão repleto de gente. Nunca a família Contacto esteve tão aumentada. Mas é bom, é um sensação muito boa esta gente toda lá em casa.

 

As outras casas pequinesas também vão receber visitas, e já estão a chegar algumas...aliás acho que já está praticamente toda a gente. À última contagem acho que totalizávamos 20 pessoas. Que giro! Parece que estamos todos a passar férias em algum sítio, nós que acabámos de nos conhecer a todos, ainda só há 3 meses...

 

Enfim agora vamos todos preparamo-nos para as viagens maravilha de Maio. pandas, aqui vamos nós! E montanhas e mais uma data de coisas giras. Não vamos todos para o mesmo sítio, há por isso 3 programas diferentes. Mas, eu vou fazer o dos Pandas e das Montanhas. Reservas naturais, cataratas e Budas gigantes. Quando eu digo gigantes são mesmo gigantes, que eu vi um no domingo no Lama Temple com 18 metros e ao que sei os que vou ver são bem maiores...e aquele posso garantir-vos, não era nada pequeno...

 

Toda a gente recuperada do jet leg ou nem tanto, hoje as nossa visitas foram fazer um tour pelos Houtongs , a China onde vivem os chineses, almoçar com uma família chinesa e ver o palácio do Príncipe qualquer coisa que agora não me lembro. Ah e ainda vão andar de ricochou , veículo maravilha que ainda não experimentei... nós temos também que experimentar a fazer este tour . Acho que era bem interessante. Depois de Maio, quando não houver visitas, havemos de combinar. Toda a gente ficou com imensa curiosidade.

 

E pronto, agora é um corre corre de visitas, que não há tempo a perder que ele é curto e passa depressa! Há tanta coisa para ver que os nossos hóspedes não têm tempo para descansar. Todos os dias há um programa a cumprir, de dia e à noite, porque Pequim é enorme e a sede de ver os monumentos maravilha é muita.


sinto-me: Radiante!


Regateio e mais regateio!

Sobre o fim de semana não há muito a relatar. Sábado foi um dia bastante calmo, em que demorei uma tarde inteira para comprar uma máquina fotográfica. Eu e o Medina fomos a Haidien comprar máquinas fotográficas. O preço já estava definido nas nossas cabeças e as condições também. A viagem de táxi até este lado longínquo da cidade fez-se devagar porque estava um trânsito terrível e calor também, um autêntico dia de Verão.

 

Bem, e porque fomos nós tão longe assim comprar uma máquina fotográfica? Porque aquela zona não tem um, nem dois , nem três centro comerciais de não sei quantos andares de tecnologias, tem muito mais do que isso. É um aglomerado de centros comerciais onde se vende tudo o que existe no mercado da tecnologia. E lá andámos nós, com gente por todo o lado carregados com sacos de coisas, a descobrir onde estava a dita máquina fotográfica que já tínhamos decidido comprar.

 

Não vos vou maçar com pormenores sórdidos da negociação e da tentativa de engano dos chineses que não falam inglês nenhum que interesse, e apenas vos digo que entrámos neste espaço por volta das 2 e meia da tarde e saímos de lá às 6 e tal. Cansados, irritados, chateados, mas com as máquinas fotográficas. Claro que o resto do tempo passámo-lo  a descansar porque aquela tarde de regateio tinha sido mesmo chata!

 

Tenho ainda que dizer que a boa da máquina não tem instruções em inglês, apenas em chinês e russo (muito bom, portanto), pelo que tivemos que fazer o download das mesmas da internet. Ah, e já agora, a máquina foi fabricada no Japão e não na China. Como vêem essa história de que na China se encontram grandes tecnologias a baixos preços tem algumas nuances, que mais não seja o facto de que os chineses são muito bons a imitar, já a inovar....


sinto-me: irritada


Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Ouvi dizer que as massagens são boas...
A minha relação com as massagens não é lá muito boa, que é para não dizer péssima. Mas se calhar o problema é mesmo meu porque os outros fazem e gostam. As massagens cá na China são muito baratas comparativamente com os preços de Portugal, e por isso é uma excelente oportunidade para aproveitar.

A minha primeira experiência foi em Xi'an (eu acho que nunca tinha falado neste assunto antes), em que fizémos uma Foot Massage, o que me pareceu muito bem dado o grau de cansaço e dor nos pés depois das caminhadas. Foi horrível. Foi mau, muito mau. A moça coitada até estava cheia de boas intenções, mas massagem chinesa meus amigos, é mesmo para quem é resistente, e eu definitivamente não sou. Depois de ter apanhado uma tareia, sim, que foi isso que aconteceu, levei uma tareia nos pés, nos braços e nas pernas, que a Foot Massage incluía igualmente estas partes do corpo, pensei. Alexandra, tu nunca mais fazes Foot Massage.

Muito bem, e nunca mais fiz.

Há dias, veio a Martinha com a conversa de que tinha descoberto uma casa de massagens mesmo por cima da farmácia do nosso condomínio, e que o rapaz era muito simpático e que lhe tinha feito um desconto e não sei mais o quê. Aí anda lá, faz-me companhia, vamos fazer massagem Full Body com óleos por 8 euros. Bem, sendo de óleos, achei que deveria experimentar...vá Alexandra não sejas preconceituosa, tiveste uma má experiência mas agora vai correr bem.

Não correu!

O chinês "amigo" da Marta não percebeu que a massagem era de óleos, por isso, foi uma massagem tipicamente chinesa ao corpo inteiro. Ficámos envolvidas num lençol, deitadas numa marquesa, num quarto onde se ouvia água a correr e passarinhos, onde o papel de parede era daquele florido, de flores pequenas e vermelhas, com candeeiros estilo antigo. Cheirava bem, a óleos, mas óleos nem vê-los. Levei mais uma tareia, que me valeu uma dor de costas nos dias seguintes. Eu acredito que foi porque eu não estava minimamente relaxada, mas com aquela tareia quem é que estaria? Foi mau!

Bem, isto tudo para dizer que eu sou teimosa, e que ainda quero tentar uma terceira vez. Desta, espero que seja bom, que não fique com a sensação que me passou um camião por cima e espero que seja a tão famosa massagem de óleos que dizem ser tão boa e relaxante.
Quando isso acontecer, eu estarei aqui para contar na primeira pessoa como tudo aconteceu. Whish me luck !!!

sinto-me: Aterrorizada


Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
Amizades inesperadas

"A única amizade que vale é a que nasceu sem razão"

                                                   
Arthur  Schendel in "Um Vagabundo Amoroso"




Bares...há muitos!
A noite em Pequim está em constante mutação, é verdade. Apenas para deixar um pequeno apontamento sobre um bar que conheci recentemente, mais do que catita, verdadeiramente kitch , com uma decoração sui generis , tipo lounge mas sem ser. Não me consigo fazer entender melhor, posso apenas adiantar que a decoração do mesmo terá custado a módica quantia de 30 mil euros, ou será que foi 30 milhões de euros...bem quem me deu esta informação já cá não está para me elucidar, tendo partido para terras lusas, contudo achei que deviam ficar a pensar num lugar de, sei lá 2000m2 ? Talvez... Os sofás e os cadeirões são, na sua maioria de cor escarlate, como diria o nosso amigo Eça aquando da descrição da maravilhosa sala do Ramalhete, e que eu consigo quase na perfeição enquadrar neste sítio. Uns toques de modernidade aqui e acolá, que se misturam com os cadeirões de porte,em madeira dourada.

Lembram-se da decoração do Alcântara-mar ? Espelhos gigantes, cortinados de veludo, cadeirões? Pois bem, é mais ou menos isso, com uma mixagem diferente, alguns toques de China (muito poucos) e com um pormenor no tecto completamente original: há quadros pendurados no tecto de todo o espaço. São quadros, que parecem pintados a óleo, vários, de muitos tamanhos, de molduras douradas, de expressões diferentes.

Bem, ficaram com curiosidade? Pois, o bar é em Pequim, por isso para o poderem observar a mim me têm que visitar... que lindo, agora até já faço rimas! Fica nas Twin Towers cá do sítio, bem parece então que há Twin Towers em todo o lado, no andar F , e é de entrada selectiva, como podem imaginar.

Pois bem, depois de um fim-de-semana tradicional banponiano , foi muito agradável conhecer semelhante espaço, para desenjoar do tradicional e já mítico Latino's . Tenso isto ocorrido igualmente a seguir a um muito bom jantar no Península. O cocktail na casa do E. também foi agradável.

sinto-me: Secret


Desconexões
E o tempo que passa em redor das nossas cabeças como se fosse um redemoinho turbulento, fugaz e agreste, que nos marca a face às escondidas da luz. Nem em águas lamacentas e profundas encontramos quimeras perdidas, vidas escondidas, para o bem e para o mal. Nem em sonhos cor-de-rosa encontramos sombras de medo e de vida, em que o amor vislumbra os olhos de quem implora a morte ou apenas o desatino infeliz de quem chora para o mundo.

São contos e contas que contamos e dizemos na esperança de que o sol e a lua se encontrem finalmente numa nuvem de espelho, onde a névoa trespassa o inócuo dos sons que inaudíveis escutamos todos os dias da nossa vida.

E há pessoas que passam por nós todos os dias e nos sorriem como se fossemos amigos de longa data, das quais nada sabemos, das quais tudo queremos saber, sobre as quais nunca nada vamos aprender. Porque elas fogem, desaparecem sem rastro deixar, porque na realidade não fazem parte da nossa vida, translúcida aos nossos olhos, mas da qual queremos sempre algo esconder. Não por pudor, apenas porque se tudo revelado, nada sagrado, porque se a transparência dos nossos olhos é mais do que reveladora então os gestos dos nossos lábios têm que necessariamente calar as palavras e os actos, ou a intimidade da qual sempre queremos deixar um pouco, deixa de existir, e tudo deixará também de fazer sentido.

sinto-me: Alucinogénica
música: O Silêncio....


Domingo, 15 de Abril de 2007
Abusos e mais abusos
Bem, começo desde já por dizer que este fim de semana experimentei coisas estranhas e diferentes, umas mais aceitáveis do que outras, não quero por isso juízos de valor nem opiniões daquelas!
Pois é, ao fim de três meses na China, consegui comer um Sushi (ainda que isto seja japonês) e achar o máximo! O restaurante que fica em baixo de nossa casa e que abriu há meia dúzia de dias é muito bom realmente. Comer japonês aqui é tão barato como os restaurantes chineses, por isso, quem gosta, que se roa de inveja porque aqui pagamos à volta de 4 euros para comer este peixinho maravilhoso . Ui , vou ficar muito mal habituada, ai vou vou). Enfim, na Sexta feira estava tudo tão cansado que a folia ficou para a noite de sábado.

Sábado fez um dia maravilhoso, tanto sol, tanto sol, que parecia que a Primavera invadira Pequim. As pessoas esboçavam sorrisos, de facto haver sol nesta cidade muda o humor de toda a gente. As ruas e as avenidas cheias de gente, de carros, qual caracóis a sair da casca. Almocei um repasto bastante vegetariano, o que me valeu energia para ir passar para Wanfujing , uma rua pedonal no centro da cidade, que tem de tudo um pouco, lojas, centros comerciais, mercados de rua....e onde estavam milhares de pessoas. Sabem aquelas imagens que vemos na televisão de resmas de pessoas a atravessar a passadeira todas ao mesmo tempo, em sentido oposto e sem se atropelarem? Pois bem, desta vez integrei na primeira pessoa este esquadrão de passadeira, e o truque é mesmo ir com a multidão e não nos desviarmos da nossa rota.

No mercado de rua, onde se pode escolher a especialidade que se pretende comer, finalmente vi as tão famosas espetadas de cobra, de escaravelhos, de larvas e outras coisas que tais. É só escolher que o alimento é confeccionado ali mesmo à nossa frente. Depois de muitas hesitações e considerações e ponderações, resolvemos experimentar um daqueles petiscos...querem adivinhar o que foi? Pronto eu digo, foi Cobra! Provei cobra. Sabor? A peixe. Acho que o que me valeu foi não ter visto a escolha nem a confecção. Qaundo me apareceu à frente a espetada, aquilo parecia uma enguia, coisa que eu nunca comi porém...enfim excentricidades de alguém que está a adquirir hábitos chineses portanto!

Pequim está completamente esverdeado. a Primavera chegou, com mais ou menos sol, há flores e arbustos por todo o lado. os chineses ocupam-se de dar um aspecto verde e alegre à cidade. Parece de facto que estou noutro sítio. Mas isto verifica-se por todo o lado, pude eu observar enquanto fazia a viagem de táxi até ao meu destino. À noite festa multicultural na casa de uma "amiga" italiana onde as línguas se confundiam e as nacionalidades também! Noite animada no bar do costume. Copos e conversas alienadas de uma vida que fica fora de portas.

Domingo calmo com direito a almoço italiano e cheesecake. Café no BookWorm, um local frequentado maioritariamente por expatriados que se ligam à internet Wireless entre petiscos, livros e revistas ocidentais de cultura e as tão fúteis Cosmopolitan , que para quem não vê coisas destas há 3 meses até soube bem. É um local género Fnac, sem ser loja, apesar de vender alguns livros, que compreende estas vertentes. Digamos que é um pequeno grande oásis em Pequim.

sinto-me: À falta de frango...cobra


Diferenças irremediáveis
Numa China próspera de crescimento económico assolapado, o Ocidental mistura-se com o Oriental. O que está carregado de ancestralidade numa cidade característica de uma China antiga, choca em cada esquina com o que de mais moderno se faz. Edifícios gigantes crescem em e os homens e mulheres de um tempo de igualdade e nacionalismos despertam para vidas novas de novos prazeres e de novas realidades.

Numa cidade que é um Portugal e meio, ou seja com 15 milhões de habitantes, gente cruza-se na rua, deambula por aí, umas vezes com caminhos para percorrer, outras sem rumo aparente. Estas pessoas que sofrem o mudar dos tempos, que vêm o seu espaço "invadido" por pessoas diferentes fisicamente, e hábitos e costumes também eles totalmente distintos, aceitam esta intromissão como sinal de globalização, como sinal de mudança de tempos, de uma actualização e modernidade que se diz e quer próspera.

As diferenças vêm-se nas portas do lugares onde ocidentais jovens manifestam os seus devaneios pueris, e onde os menos jovens manifestam o seu status em posses materiais que chocam a vista a quem passa.
Pequim cresce em edifícios espelhados e megalómanos, onde se alojam marcas e lojas para quem tem dinheiro para gastar, e onde os preços das coisas são inflacionados de acordo com um enriquecimento irreal. Os carros de topo de gama, as roupas caras, o luxo que se vê e expressa em tudo o que se compra, demonstra algum desnorte na direcção das coisas. Demonstra que esse desnorte acompanha o crescimento da China enquanto grande superpotência que renasce da clausura social que não tão longinquamente assim marcava a sua ancestralidade. Agora tudo o que é ancestral coabita com o que há de mais moderno, o cérebros pensantes deste país tentam melhorá-lo em toda a sua plenitude.

Faz porém confusão, os olhos de fome de quem deambula pela cidade, de quem faz parte do grupo que por aqui anda sem rumo e para quem a modernidade e crescimento não reservou lugar. E quando vemos um jovem com fome, que cata os restos de quem acabou a sua refeição faz-nos pensar que todo o crescimento económico e globalização de nada valem enquanto gente houver com fome, E estendemos a nossa mão, oferecemos um prato de comida a um jovem cujos olhos tristes se fecham em sinal de agradecimento e de frustração em pensar que as oportunidades são apenas para alguns e nunca para todos.

A nossa alma vai mais cheia mas há sempre falta de qualquer coisa, e nunca, por mais que estendamos a nossa mão, o nosso coração fica totalmente cheio.

sinto-me: Com Karmas sociais


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