no Extremo Oriente ...à descoberta de um novo mundo
Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
Reflexões

Quando aqui começo a trabalhar e faço o login no Messenger gosto sempre de percorrer os users de todos os meus amigos e constatar que estão todos a dormir em sono profundo e a sonhar. É estranho pensar que enquanto todos os que amo dormem como princípes e princesas à espera do novo dia, eu já vivo deste lado do mundo. São estas maravilhas da natureza que cada vez me fazem gostar mais de viver, de pensar que o mudo continua a girar, que os ponteiros do relógio continuam a andar, sem credo, nem rosto. E o mundo faz cada vez mais anos, indiferente a quem o habita e aos seus hábitos mundanos.

 A normalidade é irrelevante na medida em que é discutível. Cada vez que saio de casa para trabalhar, neste lugar longe do mundo que conheço, me convenço que todos os seres deste mundo são adaptáveis, adaptam-se quando tem mesmo que ser, e que a preguiça da acomodação prejudica os seres inteligíveis. Adaptamos o nosso corpo às adversidades e sobretudo a nossa mente, que parece ter uma tecla que se move de acordo com os momentos que queremos que registe com maior ou menor intensidade. O ser humano tem destas coisas, e acho realmente que nos cabe a nós a nossa própria interpretação, porque noção dos nossos limites nunca teremos.

 Da mesma forma com que nos surpreendemos com certas atitudes em determinadas circunstâncias, também nos podemos surpreender com a nossa capacidade de aprendizagem e aceitação daquele que é diferente de nós, mas porém igual. Seremos todos diferentes, porque não há faces iguais, e mesmo os que têm faces iguais têm personalidades distintas, e assim fomos criados e viemos a este mundo para partilhar uns com os outros o que é viver. A experiência de estar longe daqueles que conhecemos sempre como nossos, permite-nos aceitar quem nunca vimos antes e sobretudo permite-nos aceitar mais e melhor as diferenças, porque na realidade o mundo é de todos e de cada um em particular, e quando estamos longe desses que sempre nos aceitaram como somos, percebemos que quem nunca privou conosco antes também é capaz de o fazer.

É bom conhecer gente, viver essas pessoas como nossas, como nossos companheiros de viagem, de casa, de vida e quiçá preservá-los pporque nunca é demais ter amigos, ter conhecidos, ter referências. Faz-nos bem à alma, faz-nos bem ao Ego!

 


sinto-me:
música: "Chuva Dissolvente" - Xutos e Pontapés

disse anliang às 02:41
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2 comentários:
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2007 às 18:29
Prima Alexandra
Que rica vida, pelo que contas, grande sortuda em visitares o Oriente.
Aproveita que nem todos têm essa possibilidade.
Já te vejo com os olhos em bico :)
Um beijo de toda a familia

António José Paulino


De anliang a 12 de Fevereiro de 2007 às 01:39
Olá Primo! Obrigada pela visita ao meu blog :-) e claro obrigada pelo comentário... beijinhos a todos aqui deste lado do mundo. É de facto um lugar muito diferente mas que vale mesmo a pena visitar. Se quiserem cá vir, casa já têm! Beijinhos grandes a todos. Alex


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