no Extremo Oriente ...à descoberta de um novo mundo
Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Eu e os Outros

Encontro por aí quem fez parte do meu antes, quem por mim passou em todos os lugares e em lugar algum, nos sonhos, na vida, na rua... encontro todos os que um dia me disseram alguma coisa e aqueles que agora me dizem, e ainda aqueles que nunca nada me disseram. Encontro as pessoas, os lugares que antes tratei por tu, como se fosse a única coisa a existir no mundo. Cada um seguiu o seu caminho, fez a escolha que pensou acertada e perdemo-nos de quem sempre soubemos perto de nós, de quem sempre associámos a um nome, a uma porta, a um número de telefone. Perdemos os contactos de todos os faziam parte da nossa agenda telefónica num tempo em que tudo era simples e compacto, em que a nossa mente era o auge dos pensamentos pueris nos contornos da adolescência entretanto perdida.

 

Encontramos as fotografias pedidas no mundo, com mais ou menos sorrisos, em lugares que conheço, em lugares que nunca vi, na companhia de quem não esqueço, mas também na de quem perdi. Depois há os que aparecem na nossa vida sem avisar, que entram e não pedem licença e que sem percebermos partilham contigo tudo o que pensas, tudo o que sentes, tudo o que és. Não partilham o que foste, porque isso não o podem saber, não o conseguem imaginar, porque o tempo não recua.

 

As voltas que o mundo há-de dar não as vi, não as conheço, sei que as que deu foram por demais importantes para que as esqueça, para que esqueça quem nelas participou.

As memórias que por vezes por mim passam fazem-me lembrá-las, mas também as faces com quem me cruzo a meio do caminho. Não paremos para pensar porque isso não interessa, andemos para a frente, de cabeça erguida e sonhos altivos, que a vontade de viver deve sempre ser superior a tudo o que encontramos pelo caminho e superior ao que passou e não volta nunca mais. E os lamentos que possamos por vezes querer soltar, abafemo-los porque não nos vão fazer felizes nem nos farão progredir.


Celebremos os momentos de alegria, de conquista, que isso é o que de melhor levamos da vida, e é essa a razão de participarmos nela enquanto etapa, enquanto caminho. E teimo todos os dias em lembrar-me disto para que não me esqueça nunca de dar valor ao que se conquista dia após dia, minuto após minuto, segundo após segundo. E de todas as palavras que foram criadas para falar, devemos sempre lembrar as que servem para nos fazer sorrir e nunca as que servem para nos fazer chorar.


E todos os que pairam nas memórias do antes e que nunca aparecem para falar, se atenuem com os que pairam na memória do hoje, porque somente o que está presente valem a pena considerar.


sinto-me: Pensando na vida
música: Shania Twain - From This Moment On

disse anliang às 04:11
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1 comentário:
De João Cotrim a 4 de Outubro de 2007 às 17:49
Não há palavras nem emoções que descrevam aquilo que eu senti e sinto cada vez que leio este texto... Até parece poesia Alexandra!...
A forma como tratas as palavras, pegas nelas e embelezas toda uma ideia, raciocínio... simplesmente sublime!
A tua aura passa muito por tudo isto que tu consegues transmitir e chegar até às pessoas.
Só conheci uma outra pessoa tão capaz como fantástica na forma de escrever e moldar as palavras... Não vou dizê-lo aqui, mas deves saber quem é (ou quem foi...).
Por tudo o que tu consegues fazer sentir junto das pessoas, o meu muito obrigado e admiração! És tão terrena como todos os demais, mas há qualquer coisa em ti que brilha mais do que tudo o resto.

Todos anseiam o teu retorno.
João


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