no Extremo Oriente ...à descoberta de um novo mundo
Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Finalmente a aldeia....(fotos só amanhã)

Finalmente este fim de semana fomos conhecer a aldeia de Chuandixia . Esta aldeia deve ser uma aldeia muito típica entre muitas das que há espalhadas por essa China fora, mas está relativamente perto de Pequim. Chuandixia vem nos guias turísticos como sendo um dos últimos lugares que tem inscrições na parede ainda da época da Revolução Cultural. É uma aldeia com cerca de 70 habitantes e que vive, ao que me pareceu, exclusivamente do turismo. Encontrámos vários turistas por lá: havia os que como nós estavam de passagem, mas também os que por lá pernoitaram, numa das casas oferecidas por uma das famílias que lá mora. É uma aldeia com um formato engraçado, em forma de Hutong ou seja, em pequenos conjuntos de divisões com um pátio interior. Li algures que os Hutongs eram antigamente as casas para as famílias que congregavam à volta de cada pátio 2 ou 3 casas: uma para a família principal e as outras para onde as filhas iriam viver depois de casarem, pelo que, até casarem, normalmente não saiam deste pequeno lugar.

Havia além das inscrições alusivas a Mao , desbotadas na parede de um dos vários Hutongs , pudemos também ver cenas pintadas e desenhadas nas várias paredes, pareciam aquelas pinturas a preto e branco que costumamos ver nos quadros a vender nos mercados.


As casas são de pedra, em tom acinzentado o que dava uma cor uniforme ao lugar. Do alto de um pequeno monte conseguia visualizar-se toda a aldeia, de telhados e paredes cinzentas, com alguns toques de vermelho, provenientes das bolas chinesas que normalmente se encontram penduradas aqui e ali. O ar ali é mais puro. O cheiro a verde que invadiu as nossas narinas era delicioso e o som do canto das aves também. Não foi um passeio muito extenso, o lugar é pequeno, mas foi bom para sair de Pequim.


Sentimos foi um pouco da muita recriação que existe neste país. O templo que havia no cimo do monte, recém reconstruído e com imagens que não de budas, de guerreiros, deixava transparecer a sede de aproveitamento turístico que foi feita daquele lugar. As pessoas da aldeia estão perfeitamente a contar com a nossa presença, as ementas dos vários lugares passíveis de nos servirem uma refeição estão em inglês e para entrar na aldeia pagam-se 20 RMB, com direito a bilhete impresso a cores e tudo.

Valeu a pena e foi giro porque parececia um verdadeiro passeio domingueiro.


sinto-me: Em passeio
música: Sade - Jezebel

disse anliang às 05:00
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1 comentário:
De Jorge Pires a 10 de Julho de 2007 às 10:24
Às vezes em Portugal ainda se conseguem encontrar inscrições nas paredes pós Revolução dos Cravo.

Até já foi publicado livro de base fotográfica com esses murais que chegam a ser verdadeiras obras de arte.

O grande dinamizador dessas acções foi o PCTP-MRPP no qual um dos seus militantes é o actual Presidente da Comissão Europeias José Manuel Durão Barroso.


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