no Extremo Oriente ...à descoberta de um novo mundo
Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
Capítulos em falta
Bem, tinha ficado de fazer referência à minha última aventura nas massagens e de descrever como é diferente turismo em Pequim no Inverno e Verão. Assim sendo, vou fazer dois em um, e neste mesmo post falarei de ambas as coisas de forma a que nada fique esquecido (e já agora porque nestes dias não se tem passado nada de extraordinário para contar).

Das Massagens

Depois de todas as experiências traumatizantes no que diz respeito às massagens na China pelas quais passei desde que cá estou (apenas duas note-se), resolvi, pela terceira vez tentar estas coisas. Desta vez levei companhia. Gordão também foi, até porque este miúdo adora massagens, portanto tinha mesmo que levá-lo!
Massagem Full Body com óleo. Correu BEM! de facto, há massagens muito boas, e eu parece que finalmente descobri as que são indicadas para mim, sem ter que pensar que vou apanhar uma tareia.

O SPA é bem giro. Ambiente calmo, música suave, cores quentes nas paredes. Sumos naturais a acompanhar. Delicadeza nas mãos e nos gestos. Adorei e acho que vou mesmo repetir. Adeus massagem tradicional chinesa... Claro que não foi uma barateza, mas também vos digo que não foi caro comparativamente com os preços praticados em Portugal, razão aliás, pela qual, eu nunca fui a um SPA aí!
Também tive direito a massagens aos pés. Desta vez, também gostei, apesar de me custar sempre um pouco, pelas cócegas e porque para mim é mesmo uma zona muito sensível. Enfim, já posso dizer bem das massagens, recomendar vivamente e ainda posso oferecer talões de desconto que ganhei quando lá tive. Alguém se atreve?

Templo do Céu revisitado

Voltei ao Templo do Céu. Ao fim de quase quatro meses na China voltei lá para encontrar-me com as visitas que por lá passeavam e aproveitei para também ver partes que não tinha conseguido espreitar aquando da primeira vez.
O espaço estava apinhado de gente. Turistas. Chineses, ocidentais. Todos com fome de ver coisas e passeando em grande alarido em grupos organizados, conduzidos por guias de bandeiras empunhadas, ainda assim não se perdesse alguém do rebanho.
Não gostei!

Não parecia o Templo do Céu que vi em Fevereiro, que me fez sentir coisas que não voltei a sentir. Que me fez parar para olhar adentro árvores sem folhas, erva daninha solta pela mãe natureza em tons acinzentados e com temperaturas que nos fazem entranhar os cheiros e o frio que nos faz sorrir.

Em Fevereiro parecia mágico. Era novidade, era lindo.
Ouviam-se as vozes de quem cantava de si para si, para o mundo, ouviam-se os passos de quem percorria apressadamente o terreiro com pressa de chegar a lado nenhum. Agora não havia nada disso. Não havia cânticos meio místicos, não havia cinzas acobreados a dourar os caminhos. Havia um monte de gente, com sede de fotografias, com sede de conversa. Não havia espaço para meditar, não havia espaço para sentir. Apressadamente, como todos os que lá estavam espreitei para dentro dos edifícios que anteriormente não tinha visto e quis despachar aquela visita que me estava a tirar a ilusão de sagrado daquele sítio. Posso dizer até que fiquei um pouco chocada! Turismo na China, em Pequim, no Inverno se faz favor e de preferência com temperaturas baixas. Ainda bem que vimos quase tudo no Inverno, em que era quase tudo para nós, em que o bater do nosso coração quase se escutava se estivessemos muito atentos. As sensações são outras, são diferentes. Setimo-nos especiais por podermos partilhar com quem não nos conhece coisas muito próprias e que também elas nos fazem sentir especiais. Não consigo explicar isto de forma diferente, acho que só voltando em Fevereiro novamente ao mesmo lugar para perceber. Quem sabe?

sinto-me: A por a escrita em dia
música: Mafalda Veiga

disse anliang às 17:35
link do post | Digam o que quiserem | favorito
|

3 comentários:
De Fi a 18 de Maio de 2007 às 11:58
Eu estou lá!!!! Tu sabes... Beijos grds !


De Ana Raimundo a 19 de Maio de 2007 às 16:18
Adorei a tua descrição desse Templo maravilhoso em Fevereiro. Consegui viver um pouco dessa tua experiência.

Beijinhos


De Jorge Pires a 7 de Junho de 2007 às 22:29
Percebo-te bem essa questão do rebanho.
Também não aprecio seguir a carneirada cujos rebanhos atafulham os locais turísticos.
Dá vontade de gritar com prazer em jeito de slogan: «Sê como eu a ovelha negra"!


Comentar post

Quem sou eu?
Roteiro de Viagem

Até Breve...

2008

The very last countdown

Cores

Macau e Hong Kong finally

Confissões

Papéis

Compras e mais compras

Home alone, almost China ...

Entendimentos a Oriente g...

Countdown...

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Área da Cusquice
Que horas são aqui?
E que horas são aí?
Os Cuscos
   
Janeiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


blogs SAPO
subscrever feeds