no Extremo Oriente ...à descoberta de um novo mundo
Domingo, 15 de Abril de 2007
Diferenças irremediáveis
Numa China próspera de crescimento económico assolapado, o Ocidental mistura-se com o Oriental. O que está carregado de ancestralidade numa cidade característica de uma China antiga, choca em cada esquina com o que de mais moderno se faz. Edifícios gigantes crescem em e os homens e mulheres de um tempo de igualdade e nacionalismos despertam para vidas novas de novos prazeres e de novas realidades.

Numa cidade que é um Portugal e meio, ou seja com 15 milhões de habitantes, gente cruza-se na rua, deambula por aí, umas vezes com caminhos para percorrer, outras sem rumo aparente. Estas pessoas que sofrem o mudar dos tempos, que vêm o seu espaço "invadido" por pessoas diferentes fisicamente, e hábitos e costumes também eles totalmente distintos, aceitam esta intromissão como sinal de globalização, como sinal de mudança de tempos, de uma actualização e modernidade que se diz e quer próspera.

As diferenças vêm-se nas portas do lugares onde ocidentais jovens manifestam os seus devaneios pueris, e onde os menos jovens manifestam o seu status em posses materiais que chocam a vista a quem passa.
Pequim cresce em edifícios espelhados e megalómanos, onde se alojam marcas e lojas para quem tem dinheiro para gastar, e onde os preços das coisas são inflacionados de acordo com um enriquecimento irreal. Os carros de topo de gama, as roupas caras, o luxo que se vê e expressa em tudo o que se compra, demonstra algum desnorte na direcção das coisas. Demonstra que esse desnorte acompanha o crescimento da China enquanto grande superpotência que renasce da clausura social que não tão longinquamente assim marcava a sua ancestralidade. Agora tudo o que é ancestral coabita com o que há de mais moderno, o cérebros pensantes deste país tentam melhorá-lo em toda a sua plenitude.

Faz porém confusão, os olhos de fome de quem deambula pela cidade, de quem faz parte do grupo que por aqui anda sem rumo e para quem a modernidade e crescimento não reservou lugar. E quando vemos um jovem com fome, que cata os restos de quem acabou a sua refeição faz-nos pensar que todo o crescimento económico e globalização de nada valem enquanto gente houver com fome, E estendemos a nossa mão, oferecemos um prato de comida a um jovem cujos olhos tristes se fecham em sinal de agradecimento e de frustração em pensar que as oportunidades são apenas para alguns e nunca para todos.

A nossa alma vai mais cheia mas há sempre falta de qualquer coisa, e nunca, por mais que estendamos a nossa mão, o nosso coração fica totalmente cheio.

sinto-me: Com Karmas sociais

disse anliang às 17:24
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1 comentário:
De Jorge Pires a 17 de Abril de 2007 às 10:37
«cérebros pensantes deste país»?
Desse país, doutro país, dessa potência, doutra potência (ou impotência!), não sei se não serão cérebros impensantes...


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